terça-feira, 23 de setembro de 2008















"Talvez estivessem tão prontos
para se soltarem um do outro
como uma gota de água quase a cair,
e apenas esperassem algo
que simbolizasse a plenitude da angústia
para poderem se separar."




Aqui estamos.

E tudo o que eu tenho a dizer é: "fala comigo".

Sim. Fala comigo, meu amor.
Eu quero entender o que está acontecendo,
o que tira o nosso sossego.
Vamos continuar nossos planos e viver em paz...
Voltar a sorrir juntos, chorar juntos,
pois sozinha eu não agüento mais.



terça-feira, 16 de outubro de 2007

Um pouquinho de Drummond.

Poesia

Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.




E como diria um amigo: "são tantas emoções"...

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Nada contra o Paulo Coelho (não?!), mas ele foi bem infeliz ao dizer que quando queremos muito alguma coisa, todo o universo conspira a nosso favor.

Se bem que... Talvez ele até esteja certo. É que às vezes, eu quero tanto, mas tanto, que me perco nos meus desejos e já nem sei mais quais eles são. Não sei se é uma idéia, ou a idéia. Um sentir ou o sentir.

Talvez eu queira tanto o indefinido, que quando conquisto algo, eu já o defino e faço dele único. "É isso o que o universo guardou para mim". E digamos que devido às circunstâncias, parecia magia mesmo, obra dele! Só que o universo também tira, da mesma forma que entrega. Pode ser um querer demasiado de outro alguém. Logo, ele está apenas cumprindo o seu papel.

Acho que para que o meu desejo se realize e o universo o entenda de forma clara, ele precisa de força para competir com a vontade que tem apagado a minha (ou a nossa). Não adianta querer sozinho o que não se vive sozinho. É preciso força, coragem e uma vontade fora do comum para rompermos barreiras e superarmos as dificuldades.

Afinal, “quando dois querem o que não podem”?!

Sem o desejo mútuo nós vamos perdendo a força e a vontade já não é tão definida. As incertezas tomam conta da nossa mente, do nosso coração e até da nossa alma. Enfraquecidos, passamos a desejar coisas novas. Mas vai que o universo nos atende nesses novos desejos e apaga todo esse sentimento? É isso que realmente queremos?

Por não saber exatamente o que desejamos é que continuamos na mesma, culpando o universo por tudo que acontece de ruim. Vamos perdendo pouco a pouco o que conquistamos ou o que poderíamos conquistar.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

"Explode Coração"

Todo mundo já acompanhou uma novela! Você pode até falar que não assiste agora, que é palhaçada e não dá tempo... Mas se eu falar de Rei do Gado, você vai lembrar nem que seja da trilha sonora, que era ótima. Ou Carrossel! Lembra do Cirilo e de como foi legal ele ter ganho a corrida?! Claro que sim. Você lembra até de A Próxima Vítima!
- Eu sabia desde o início que o assassino era ele, mas ninguém quis acreditar!

E as melhores: Marimar, Maria Mercedes e Maria do Bairro! A Thalia se superou nessas, nossa! Não perdi uma! As músicas estão gravadas na minha cabeça até hoje.
Apesar da falta de tempo nos últimos meses (anos?) , não nego o fato de que novela também é cultura! E por mais trash que seja, sempre rende bons assuntos no ônibus ou no trabalho no dia seguinte:
- Você viu ontem? Tô boba até agora! Ai, como eu queria um Fábio Assunção daquele apaixonado por mim!

Viu?! Brasileiro tem memória curta só para assuntos políticos mesmo! Incrível.

Eu costumava ser maldosa ao assistir novelas... Sempre imaginava um final alternativo bem macabro, onde o mocinho não ficava com a mocinha ou alguém pulava de um prédio de 20 andares. Ou que o Carlos Daniel ficasse com a Paola, porque a Paulina é lerda demais! Era menos previsível e mais emocionante! Igual assistir Titanic pela primeira vez sem saber o final.

Uau! Tenho medo de mim às vezes...

Mas é engraçada a rapidez com que mudamos de idéia quando somos nós os protagonistas da novela, né? Vivemos todo o drama, todas as paixões, dificuldades e desejos. E ficamos ali, parados, esperando pelo happy end de novelas comuns. Nem aceitamos quando temos um fim trágico. Emocionante, porém trágico, imprevisível e amargo.

O bom de fim assim é que ele se petrifica. Você vai lembrar sempre. Melhor até de como lembra das novelinhas comuns! Dessa novela você vai lembrar até da trilha sonora completa! Vai ser que nem o processo da cicatriz*: dói, mas é a marca que fica em você. E é o que vai te fazer lembrar por um bom tempo de um caminho, ou de um roteiro, né?

* Me referindo ao segundo post, Scars.